
Os estudos e pesquisas apontam para uma variedade de motivos. Não há um motivo básico que determine o comportamento homossexual. Existem diferentes tipos de fatores que irão desencadear o comportamento; podem ser fatores fisiológicos, genéticos, psicológicos e comportamentais.
O fator fisiológico é determinado pela exposição ao hormônio testosterona. Essa substância rege a sexualidade do ser humano. Tanto na gestação, como na maturidade sexual, a testosterona irá determinar o comportamento sexual do indivíduo.
Fetos femininos que por distúrbios hormonais da gestante, recebe uma carga de testosterona acima do normal, podem apresentar desvios sexuais, masculinizando o centro da sexualidade no cérebro.
Fetos masculinos que receberem uma carga hormonal baixa de testosterona durante sua formação, poderão ter os mesmos desvios sexuais, mas se efeminando. Os maiores efeitos são sobre o cérebro, mais especificamente no hipotálamo, onde está o centro da sexualidade humana.
Recentemente a revista científica Nature Neuroscience, publicou uma descoberta, os filhos de mulheres que tomaram analgésicos durante a gravidez podem ter um impulso sexual menos intenso quando adultos, sugeriram os cientistas americanos. Eles estudaram como o hormônio masculino testosterona manda o cérebro se tornar masculino durante a gestação.
Um dos passos no processo envolve uma substância química chamada prostaglandina-e2. Sabe-se que medicamentos como a aspirina bloqueiam a síntese da prostaglandina-e2. Os pesquisadores descobriram que ratos machos expostos durante a gestação ou como recém-nascidos a drogas que bloqueiam a produção da prostaglandina-e2 são menos ativos sexualmente na vida adulta.
A estrutura do cérebro desses ratos também se parece mais com a dos cérebros das fêmeas. Quando ratos recém-nascidos do sexo feminino recebem prostaglandina-e2, eles demonstram um comportamento sexual com características masculinas quando adultos e seus cérebros adotam uma aparência mais masculina.
Os pesquisadores advertem que o impacto potencial de exposição de seres humanos em formação a tais drogas ainda não é conhecido. Mas eles dizem que, potencialmente, o mesmo pode ocorrer nos seres humanos.
Pequenas doses de aspirina são ministradas a mulheres grávidas para impedir pré-eclampsia e uma outra droga, chamada indomentacina, que também bloqueia a prostaglandina-E2, é dada a bebês prematuros com problemas cardíacos. C
ientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, disseram que "estes resultados inesperados reforçam a noção de que mulheres grávidas devem tentar evitar a ingestão de qualquer medicamento".
Terapias hormonais já são aplicadas em mulheres lésbicas, transformando-as em homens, alterando sua voz, barba e massa muscular.
O fator genético é mais complexo. Em nosso DNA, existem genes que determinam nosso sexo. Esses genes do sexo são chamados de ´X´ e ´Y´; uma combinação destes genes, formam homens ou mulheres. Um homem normal possui um genótipo ´XY´, e uma mulher normal possui genótipo ‘XX´.
Mas podem ocorrem combinações anormais de cromossomos X e Y resultando em mal formações congênitas.
Fetos femininos eventualmente poderão apresentar órgãos genitais masculinizados, ou ausência de útero e ovário, pela presença de mais um gene´Y´ em seu genótipo, permanecendo como mulheres masculinizadas (XXY).
Como há mulheres com genótipos ‘XXX´e são denominadas ´super-fêmeas´, por essa anomalia genética.
Da mesma forma fetos masculinos podem aparecer com um gene ´X´ em seu genótipo (XXY) e apresentar pênis pequeno ou vagina, útero, trompas e ovários, mas com o fenótipo (características físicas) de homem. E também um gene ´Y´ a mais, determinando um genótipo ´XYY´, chamados de super-machos.
A seguir um quadro com as várias combinações dos genes X e Y, e suas resultantes anatômicas, comportamentais e síndromes.
O comportamento homossexual, também é gerado por fatores psicológicos que são desencadeados pela ausência da figura paterna, para meninos, e a ausência da figura materna em meninas.
Todo indivíduo em sua infância precisa de um referencial de comportamento, para sua postura como homem ou mulher. Alguns meninos que não possuem a figura do pai, ou este é muito ausente na educação familiar, podem sofrer essa efeminação comportamental, pelo modelo único da mãe em sua formação psíquica. O mesmo pode ocorrer com meninas, pela ausência da mãe.
Não são todas as crianças que apresentam essa formação diante da ausência da figura de um dos pais; geralmente crianças com temperamento introvertido (melancólicas e fleumáticas) são mais carentes neste sentido. Portanto existem variantes dentro dos fatores mencionados.
As causas principais deste fator são os relacionamentos desfeitos, onde a educação da criança ocorre apenas com a mãe ou com a única figura do pai. Ainda pais ou mães de temperamentos muito fortes, e que não dedicam carinho ou tempo aos seus filhos, poderão determinar essa tendência de formação comportamental nas crianças.
O fator traumático é muito determinante na formação de futuros homossexuais; crianças, pré-adolescentes e até adolescentes, que estão em uma fase de maturidade avançada, poderão após um trauma adquirir comportamentos homossexuais.
Esses traumas podem ter várias origens: sexual (abusos, incestos, etc); podem ser traumas em relacionamentos (agressões, xingamentos, violência, etc); traumas expositivos (crianças expostas a cenas de sexo prematuramente); traumas violentos (estupros, assédio, etc).
Os fatores traumáticos podem ser chocantes ou sutis, e irão criar bloqueios na psiquê do indivíduo, levando-o a repelir a idéia de se envolver sexualmente com as pessoas do sexo oposto que lhe conferiram a experiência traumática. Esses traumas podem ocorrer de tal forma que a pessoa se abdique totalmente da relação sexual e do prazer que este envolve (frigidez).
O último fator é o comportamental. Esse fator é determinado por variantes.
Garotos que quando estão na formação e amadurecimento sexual (infância e pré-adolescência) e passaram por experiências (brincadeiras) homossexuais, podem determinar uma tendência posterior.
Homens que conseguem com muita facilidade o sexo podem se tornar homossexuais, ou bissexuais. É um comportamento gerado pela facilidade de exposição ao sexo oposto e assim uma busca de novas conquistas sexuais e maiores emoções. Esse comportamento é muito observado entre astros e estrelas, ou pessoas muito famosas, que possuem uma vida sexual muito intensa, pela facilidade que conseguem o sexo.
Muitos se tornam ícones sexuais e a intensa cobrança os leva a uma postura passiva de apenas receber prazer, depois determinando o comportamento homossexual ou bissexual.
Mulheres insatisfeitas com o sexo oferecido pela figura masculina podem se sentir seduzidas pelo lesbianismo. Há relatos de mulheres que não se sentiam satisfeitas sexualmente, mas depois de expostas a vídeos e pornografia homossexual ou experimentar a relação homossexual, optaram pelo lesbianismo.
Nessas mulheres não há distúrbios fisiológicos ou psicológicos, mas apenas uma busca pelo prazer que a relação sexual com homens não lhes ofereceu.
A relação homossexual, não segue os padrões normais da relação sexual – a penetração. Digo que são padrões normais, pois uma das funções do sexo é a procriação, e a única forma que se pode gerar vida, é com a relação sexual entre homem e mulher por penetração. A relação homossexual fica sendo uma forma sexual atípica e anormal, embora satisfaça a muitas pessoas, e estas se sintam felizes.
É exatamente o sexo explorado pelos homossexuais (sexo oral e anal) que leva muitos indivíduos a optar pela relação homossexual. Homens e mulheres que se ´viciam´em sexo oral, encontram na relação homossexual uma fonte exclusiva de prazer.
Muitos homens não se submetem a fazer sexo oral na mulher e estas podem se frustrar, optando por uma parceira homossexual que lhes ofereça este tipo de sexo. O mesmo ocorre com homens, que viciados no sexo oral, procuram homossexuais que praticam tal relação.
Esse fator comportamental precisa ser bem administrado na vida do cristão; muitas pessoas por insatisfação procuram a opção homossexual. São necessárias maturidade e firmeza do cristão para avaliar esses aspectos, pois se analisar somente pelo ângulo da satisfação sexual, a opção homossexual poderá ser uma opção para alguns.
Em conclusão, a tendência natural do homossexual é determinada por vários fatores, e muitos desses fatores são resultado do pecado, da nossa separação dos ideais divinos.
Os indivíduos não são culpados por apresentar, por exemplo, uma combinação genética que lhes determine uma mudança sexual, ou não são culpados se os pais trouxeram problemas a sua psiquê; mas se faz necessário uma correção em cada caso.
As síndromes genéticas ou anomalias podem ser tratadas com hormônios, e os casos psíquicos e comportamentais, devem ser acompanhados por um terapeuta.